O sonho de oferecer aos pacientes o que havia de mais moderno e humano no tratamento do câncer foi o que impulsionou a criação do Instituto Oncológico de Juiz de Fora e suas filiais. Em 44 anos de história, o hospital representa um marco no atendimento desta especialidade, aliando experiência e tecnologia, para garantir atendimento de qualidade.

A história do Instituto Oncológico começou com o sonho do radioterapeuta Olamir Rossini e do cirurgião Juracy Neves, quando ainda eram acadêmicos da Faculdade de Medicina da UFJF, na década de 50. Os estudantes tinham o projeto de garantir tratamento adequado aos pacientes com câncer de Juiz de Fora e região.

1962 - Já formados e preparados para prestar o desejado atendimento, Olamir Rossini e Juracy Neves iniciaram a jornada para construção da Bomba de Cobalto, equipamento utilizado na época para radiação dos tumores. Com o conhecimento de física que tinha e a experiência adquirida durante o trabalho no Instituto do Câncer, Olamir Rossini projetou a Bomba e a fabricou em Juiz de Fora. Foi essa a alternativa utilizada para garantir a melhor opção terapêutica aos pacientes com os recursos existentes na época. De todo o projeto construído aqui, o Cobalto radioativo foi a única “peça” a ser importada. Pela primeira vez, a Bomba de Cobalto era construída no Brasil. Juiz de Fora passou a ser, então, a quarta cidade do país a possuir equipamento deste porte.

1963 - O Instituto Oncológico de Juiz de Fora abria suas portas para o atendimento ao público, já com sua principal característica e que ainda é sua marca: prestação de atendimento de qualidade a todas as pessoas, sem qualquer distinção de classe social. Tratamento humano, com equipamentos sofisticados, era garantido a todos, fossem eles assistidos pelos institutos, indigentes ou particulares. Tudo de forma igualitária.

1967 - A sede foi transferida para a Rua Santos Dumont 56, onde ainda funciona. Nesse ano, o serviço foi ampliado pela primeira vez, passando a receber pacientes para internação. A primeira unidade hospitalar com 18 leitos entrava em funcionamento.

1974 - O Instituto foi ampliado, com a construção de outros três andares. Nesse período, foi adquirido o acelerador linear Betatron, da Siemens, o de maior potência da época em todo o Brasil.

1975 - Foi inaugurado o Serviço de Mastografia, método complementar para diagnóstico de patologia mamária, A partir daí, o Instituto passou a incluir o exame na rotina, um reforço para prevenção. O Serviço de Radiodiagnóstico, o Banco de Sangue, além do exame Anatomo-Patológico e Citopatologia foram iniciados nesta mesma época.

1976 – No mês de abril, pensando em facilitar o acesso de pacientes de outras regiões aos serviços de diagnóstico e tratamento do câncer, foi criada a filial de Nova Iguaçu, onde é referência para toda a baixada carioca.

Anos 90 - Foi construído o Centro Médico de Diagnóstico Computadorizado (CMDC) com Gama Câmara para Medicina Nuclear, Tomógrafo Computadorizado (o primeiro da região), Endoscopia, Cintilografia Miocárdica, além do Centro de Mastologia.

1996 - Em novembro, foi aberta a unidade de Cataguases. Neste mesmo ano, aconteceu a inauguração, em Juiz de Fora, de um moderno Centro de Tratamento Intensivo (CTI), do bloco cirúrgico e de novos apartamentos para internações, que marcam uma fase de direcionamento dos trabalhos para o investimento na estrutura física. Os apartamentos foram equipados, garantindo segurança e conforto aos pacientes.

Nesta última década, o Departamento de Radioterapia ganhou o mais moderno Acelerador Linear de Partículas, o Siemens Mevatron de 6 Mev, além de Sistema de Planejamento Computadorizado, todos únicos em Minas Gerais.

2000 - O Instituto Oncológico confirmou seu pioneirismo e passou a disponibilizar o mais moderno tratamento para o câncer inicial de próstata: a Braquiterapia com Iodo 125. Foi neste ano, também, que o hospital inaugurou o Serviço de Imunohistoquímica e Patologia Nuclear. No ano seguinte, com a aquisição do GammaMed Plus, o Instituto Oncológico passou a realizar a Braquiterapia de Alta Taxa de Dose e a Radioterapia Conformacional Tridimensional, com inúmeros benefícios aos pacientes. Desta forma, mais uma vez, saía na frente e confirmava seu pioneirismo em Minas.

2004 - O Instituto Oncológico ampliou ainda mais sua área de atuação e assumiu o Centro de Tratamento Oncológico da Santa Casa de Misericórdia de São João Del Rei. Há mais de um ano, os pacientes com câncer de 20 municípios daquela região passaram a contar com amplo atendimento na unidade, evitando a transferência para Belo Horizonte.